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Uma suposta contratação de “serviço fantasma” na Câmara Municipal de Morros virou alvo de uma investigação detalhada que busca esclarecer o destino de recursos públicos pagos entre 2021 e 2022. O foco da apuração é um contrato de R$ 17 mil firmado com a empresa Igor B P Moura – Serviços para o desenvolvimento de um sistema de Diário Oficial eletrônico, que, segundo indícios, nunca teria entrado em operação durante o período em que foi pago.
A suspeita ganhou força após o cruzamento de dados que mostram que, mesmo após quitar as notas fiscais à empresa, a Câmara continuou dependendo do Diário Oficial da Prefeitura para dar publicidade aos seus atos.
Além disso, o sistema próprio do Legislativo só foi oficialmente instituído e utilizado em abril de 2024, sob uma nova gestão da Mesa Diretora, criando um vácuo de quase três anos entre o pagamento realizado na administração do então presidente, vereador Fábio Luís Santos Lisboa, e a efetiva entrega de um serviço à população.
A Promotoria de Justiça de Morros converteu o caso em inquérito civil para identificar se houve dano ao erário ou enriquecimento ilícito. O ex-presidente Fábio Luís também foi notificado para explicar por que o serviço pago em sua gestão não foi utilizado para as publicações oficiais da Casa.





