Cadeiras na porta,
Caminhos de pó,
Beiradas dos rios,
Viver delinquente.
Paredes marcadas, riscadas de dedos de gente.
Sombras dos morros,
Viver de incertezas.
Migalhas na mesa degustando tristeza.
Uma ponta de mato,
Um grito, uma dor, um sofrer.
Bocas caladas, fadadas e famintas, bem longe do ávido poder.
Um menino ao relento,
Do amanhã, desalento.
Viver em espinhos, a mesma história repetindo caminhos.
Imóveis nas portas, sem ter aonde ir.
Ir ou ficar, tanto faz.
Em vidas talhadas por calos nas mãos, viver é um martírio arrastado em dias em vão.
Walterli Lima.





