COLUNA DO PROFESSOR WALTERLI LIMA: CONFINS DO MUNDO

Qualquer dia desses, irei para os confins do mundo, longe da terra endurecida pelo peso de pés apressados.

Onde os relógios ainda não foram inventados e o dinheiro não contaminou as mãos.

Um lugar sem o ruído das máquinas e o ranger enferrujado das engrenagens da civilização.

Lá, as aparências não têm valor, e as vidas não são ocultadas por máscaras de felicidade forjada.

Ali, não há papéis carimbados que aprisionam sonhos, nem cavernas digitais onde as telas luminosas cegam os olhos para a realidade.

Por lá, o corpo não é escravo do trabalho, nem a mente refém das ilusões.

Tudo é o que simplesmente é, sem a necessidade dos rótulos que classificam as embalagens.

Só o sol, nos dias de sol.

Só a chuva, nos dias de chuva.

Há somente o que sempre existiu desde o começo de tudo: a vida fluindo naturalmente, sem esforço nem pressa.

 

Walterli Lima

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