Intricitas primícias do universo para além dos olhos de gente.
Fagulhas nos éons da evolução.
Centauros entre razão e instinto,
Entre o ser e o existir.
Em todos os confins do mundo de todos os tempos existentes e imagináveis,
Tudo que foi um dia, o que é e o que há de ser, nada é mais que cinzas ao vento.
E o que serei eu?
Na segurança do meu quarto, entre sombras e luzes , o que sei sobre o mundo?
Um reflexo pálido entre frágeis percepções e curvas infinitas do universo.
Realidades multifacetadas moldadas por através de lentes do que se pode ver, das experiências, do tempo e dos sonhos.
O velho mal vestido desce a rua alheio ao infinito, poeira e tempo em seus cabelos.
Pão e água bastam para seu o dia, e ainda quem sabe paredes cobertas para desolar o cansaço.
Mortalidades e memórias esquecidas.
Quantos milhões e milhões de mundos alheios a mim?
Um retrato branco e preto é o que sobrou de tantos de nós.
Os segredos moldados nos éons do universo não são palpáveis à mente humana e isto comprime meus pensamentos como o ar limitado nas veias de um cardíaco.
Levanto da cadeira e ouço a chuva cair.
Felicidade simplista por vê-la fora das estações previsíveis.
E a chuva acende em mim os mais puros sentimentos aos meus numa atitude inconsciente de proteção a mim mesmo.
Por um breve instante sou feliz.
A felicidade não mora nas complexidades do existir.
Walterli Lima.





