Durante suas andanças, Alexandre, o Grande, decidiu visitar o filósofo Diógenes de Sinope. Aproximando-se, apresentou-se com a majestade de um grande rei, orgulhoso por ter conquistado vastos territórios, e ofereceu generosamente:
— Peça-me o que quiser, e eu lhe concederei.
Diógenes, que descansava nu sobre a relva, cercado pela curiosidade da multidão, levantou os olhos para o poderoso conquistador e respondeu, com serenidade:
— Senhor, não me tire aquilo que não pode me dar. Afaste-se, pois está bloqueando o sol.
O único pedido de Diógenes ao homem mais poderoso do mundo foi que ele não se colocasse entre ele e a luz do sol.
Essa cena revela um paradoxo profundo: quem era, de fato, o verdadeiro rei? O homem que possuía impérios, ou aquele que nada precisava possuir?
Enquanto Alexandre conquistava terras, reinos e glórias, Diógenes havia conquistado a si mesmo.
O maior conquistador do mundo, desarmado por um homem que não possuía nada além de sua liberdade.
Ao final do encontro, impressionado com a força de espírito de Diógenes, Alexandre declarou:
— Se eu não fosse Alexandre, gostaria de ser Diógenes.





