Ele sentia mais prazer com árvores do que com gente.
Brincava mais com bichos do que com homens.
Vivia mais no mato do que na rua.
Felicidade gratuita.
Até que um dia conheceu o mundo e suas complexidades.
Tratou de arrumar um emprego.
Perdeu-se em meio a prédios gigantes e luzes incessantes nas sombras de faces distantes.
Sentiu saudade de casa,
do vento entre as folhas, do cheiro do mato, do barulho das águas torrentes.
Tarde demais.
Institucionalizado, havia virado gente.
Walterli Lima.





