A corrida pelas duas vagas do Maranhão no Senado Federal em 2026 volta a ganhar novos contornos. Assim como a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) retornou ao cenário eleitoral e passou a considerar novamente uma candidatura, o ex-senador Roberto Rocha também decidiu voltar ao jogo e pretende disputar uma das cadeiras.
No campo governista, Roseana deverá concorrer pelo MDB, tendo Orleans Brandão como candidato ao Governo do Maranhão. Sua entrada, entretanto, não deve provocar a retirada das candidaturas já colocadas de Weverton Rocha (PDT) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil).
Com duas vagas em disputa, a tendência é de que diferentes partidos e grupos aliados mantenham candidaturas próprias ao Senado, mesmo quando inseridos no mesmo campo político estadual. Dessa forma, Roseana chega para ampliar o leque de nomes ligados ao grupo que apoia Orleans, sem necessariamente substituir qualquer um dos postulantes já posicionados.
Movimento semelhante começa a se desenhar no campo de Eduardo Braide. André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) já aparecem entre os nomes que já receberam o apoio para a disputa pelo Senado, e agora Roberto Rocha, também filiado ao Novo, decidiu retomar seu projeto eleitoral.
Na prática, a candidatura de Roberto Rocha não impede juridicamente que o Novo participe de uma eventual coligação majoritária em torno de Eduardo Braide para o Governo do Estado. O partido poderia, inclusive, chegar à eleição com dois candidatos ao Senado: Lahesio Bonfim e Roberto Rocha.
Politicamente, porém, a tendência é que essa composição formal não se concretize. A existência de dois nomes do Novo na corrida pelo Senado aumenta a complexidade das negociações e pode levar a legenda a seguir um caminho próprio na eleição majoritária, ainda que seus candidatos mantenham proximidade ou convergências com o projeto de Braide.
O retorno de Roseana Sarney e a movimentação de Roberto Rocha mostram que a disputa pelo Senado, que já era considerada uma das mais concorridas de 2026 no Maranhão, está longe de ter seu quadro definitivo. Com duas cadeiras em jogo e vários nomes competitivos, alianças para o Governo do Estado não significarão, necessariamente, chapas fechadas ou exclusividade na corrida senatorial.
A tendência é de uma eleição marcada por múltiplas candidaturas dentro de campos políticos semelhantes, deixando para o eleitor a definição de quais nomes conseguirão transformar alianças, recall eleitoral e estrutura política nas duas vagas disponíveis para representar o Maranhão no Senado.





