COLUNA DO PROFESSOR WALTERLI LIMA: CINZAS AO VENTO 

Intricitas primícias do universo para além dos olhos de gente.

Fagulhas nos éons da evolução.

Centauros entre razão e instinto,

Entre o ser e o existir.

Em todos os confins do mundo de todos os tempos existentes e imagináveis,

Tudo que foi um dia, o que é e o que há de ser, nada é mais que cinzas ao vento.

E o que serei eu?

Na segurança do meu quarto, entre sombras e luzes , o que sei sobre o mundo?

Um reflexo pálido entre frágeis percepções e curvas infinitas do universo.

Realidades multifacetadas moldadas por através de lentes do que se pode ver, das experiências, do tempo e dos sonhos.

O velho mal vestido desce a rua alheio ao infinito, poeira e tempo em seus cabelos.

Pão e água bastam para seu o dia, e ainda quem sabe paredes cobertas para desolar o cansaço.

Mortalidades e memórias esquecidas.

Quantos milhões e milhões de mundos alheios a mim?

Um retrato branco e preto é o que sobrou de tantos de nós.

Os segredos moldados nos éons do universo não são palpáveis à mente humana e isto comprime meus pensamentos como o ar limitado nas veias de um cardíaco.

Levanto da cadeira e ouço a chuva cair.

Felicidade simplista por vê-la fora das estações previsíveis.

E a chuva acende em mim os mais puros sentimentos aos meus numa atitude inconsciente de proteção a mim mesmo.

Por um breve instante sou feliz.

A felicidade não mora nas complexidades do existir.

 

Walterli Lima.

 

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