O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, tentou atuar diretamente nos bastidores da Assembleia Legislativa para tentar conter o avanço da CPI que pretende investigar denúncias e acusações envolvendo sua figura política. Segundo informações obtidas, Camarão enviou mensagens a deputados e deputadas estaduais com o objetivo de convencê-los a recuar e retirar apoio à comissão.
Entre os parlamentares que teriam sido procurados pelo vice-governador estão Arnaldo Melo, Cláudia Coutinho, Ricardo Arruda, Neto Evangelista, além de outros integrantes da base e de setores independentes da Casa. Apesar da movimentação, todos os nomes citados mantiveram suas assinaturas, sinalizando resistência à articulação do Palácio dos Leões para frear a investigação.
De acordo com os bastidores, o único deputado que não assinou após diálogo com o governo foi Júnior Cascaria. Já Keké Teixeira, que ainda não aparece oficialmente na relação, deve aderir ao pedido nesta quinta-feira, ampliando ainda mais a pressão em torno da instalação da CPI.
Também ficaram de fora, até o momento, os deputados Francisco Nagib, Catulé Júnior, Ariston Gonçalo, Dra. Vivianne e Sérgio Albuquerque, todos considerados, até aqui, nomes alinhados ao governo estadual.
No campo do PL, os parlamentares Fabiana Villar, Aluizio Santos e Solange Almeida também não assinaram o requerimento, mantendo postura de independência. Já entre os nomes que, mesmo na oposição declarada, são apontados como parlamentares que seguem politicamente próximos de Felipe Camarão, aparecem Othelino Neto, Fernando Braide, Rodrigo Lago, Júlio Mendonça, Ricardo Rios, Carlos Lula, Leandro Bello e o independente Wellington do Curso.
A movimentação de bastidor revela o clima de forte tensão na Assembleia e mostra que, apesar do esforço do vice-governador para conter a ofensiva, a CPI ganhou corpo e segue avançando com apoio consolidado entre os deputados estaduais.





