Homo sapiens, és tu o privilegiado entre os animais.
Tu, que pensas,
Tu, que sonhas,
E, entre pensamento e sonho, constróis o amanhã.
Fizeste morrer o rio que por aqui corria,
Apagaste o verde da paisagem,
Feriste o coração que te amou.
Com tuas manias de grandeza,
Tua sede de riqueza e fascínio pela glória,
Rodeado de futilidades, o que restará de ti quando a solidão te encontrar?
Frágil humano,
Poeira cósmica sem relevância,
Efêmero, no mais puro sentido da palavra, não és mais que o amanhecer de um dia.
E quando, num dia qualquer, tudo ao teu redor perder o sentido,
E a verdade fizer morada em teus pensamentos,
A solidão e o esquecimento serão tua última companhia.
E o mundo seguirá em frente como se tu nunca estivesse existido.





