O Carnaval de 2026 escancarou a diferença de investimentos e organização entre cidades vizinhas do Maranhão. Enquanto Codó e Coroatá conseguiram manter a tradição e atrair foliões com estrutura e programação, Timbiras viveu um dos carnavais mais criticados de sua história desde sua emancipação política.
Em Codó, a festa foi marcada por grandes atrações nacionais como Kiko Chicabana, o Kannalha, Oh polêmico, Saiddy Bamba, Ricardo Chaves e outros, além de blocos locais que reforçaram a identidade cultural da cidade. A prefeitura organizou o circuito com trios elétricos, segurança reforçada e divulgação antecipada da programação, garantindo multidões nas ruas.
Coroatá manteve o ritmo tradicional, apostando em blocos regionais e shows que movimentaram o centro da cidade. Apesar de não ter grandes nomes nacionais, a estrutura montada pela gestão municipal assegurou a continuidade da festa e a participação popular.
Já em Timbiras, o cenário foi bem diferente. Moradores relataram frustração diante da falta de atrações de peso e da ausência de uma estrutura adequada. O evento foi considerado por muitos como “o pior carnaval da história”, gerando críticas à administração do prefeito Paulo Vinícius. A comparação com as cidades vizinhas intensificou o sentimento de vergonha e indignação entre os timbirenses, que esperavam mais valorização da cultura local.
O contraste evidencia como o Carnaval, além de ser uma festa popular, funciona como vitrine da capacidade de gestão municipal. Em 2026, Timbiras ficou para trás, enquanto Codó e Coroatá mostraram que investir na cultura é também investir na autoestima e na economia da cidade.





